FIFA gera polêmica ao divulgar lista de campeões mundiais sem o Grêmio

Durante a realização do Mundial de Clubes 2023, na Arábia Saudita, a FIFA provocou discussões acaloradas nas redes sociais ao divulgar informações sobre a história do torneio. Um dos pontos mais controversos foi a exclusão de Flamengo, Grêmio e Santos da lista de campeões mundiais, enquanto o Corinthians foi destacado como o maior representante brasileiro na competição.

A ausência de alguns clubes na lista oficial fez com que torcedores interpretassem a decisão como uma negação dos títulos conquistados por Grêmio, Santos e Flamengo. No entanto, a polêmica está relacionada à diferença entre os títulos do “Mundial de Clubes” organizado pela FIFA, que começou a ser disputado em 2000, e a extinta Copa Intercontinental, realizada entre 1960 e 2004 por UEFA e Conmebol.

Desde 2017, a FIFA reconhece oficialmente os campeões da Copa Intercontinental, considerando o torneio como um predecessor do atual Mundial de Clubes. Dessa forma, as conquistas de Flamengo (1981), Grêmio (1983), Santos (1962 e 1963) e São Paulo (1992 e 1993) têm status de títulos mundiais.

Apesar desse reconhecimento, a FIFA tem o costume de dar destaque apenas para os torneios que ela mesma organiza, motivo pelo qual não inclui as conquistas anteriores em sua lista principal. Ao contrário da CBF, que unificou os títulos do Campeonato Brasileiro em 2010, a FIFA nunca integrou oficialmente os títulos da Copa Intercontinental ao Mundial de Clubes, o que gera confusão entre torcedores brasileiros acostumados com a unificação de títulos nacionais.

A falta de critérios unificados sobre o status dos títulos segue sendo motivo de debate entre torcedores, dirigentes e especialistas do futebol. Enquanto a FIFA opta por valorizar apenas as competições que organiza, torcedores dos clubes afetados continuam reivindicando um reconhecimento mais amplo das conquistas históricas.