O Brasil valoriza cada vez mais as relações comerciais com o Vietnã e busca expandi-las ainda mais. Essa intenção foi expressa pelo vice-presidente do Senado brasileiro, Eduardo Gomes, ao propor a realização de uma exposição sobre o Vietnã no Senado Federal. A informação foi divulgada pela Agência de Notícias do Vietnã (VNA), parceira da TV BRICS.
Durante um encontro com o embaixador vietnamita no Brasil, Bui Van Nghi, Gomes ressaltou a importância de ampliar o conhecimento da população brasileira sobre o Vietnã e de fortalecer os laços econômicos, comerciais e culturais entre os dois países. Segundo ele, essa aproximação é essencial para concretizar a parceria estratégica estabelecida durante a visita do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, ao Brasil em novembro de 2024.
Por sua vez, o embaixador Bui Van Nghi destacou que o Brasil é o maior parceiro comercial do Vietnã na América Latina. Entre os principais produtos importados do Brasil pelo Vietnã estão soja, milho e algodão, enquanto os vietnamitas exportam para o mercado brasileiro eletrônicos, pneus, vestuário e calçados. Ele também enfatizou a necessidade de acelerar as negociações para um acordo de livre comércio entre o Vietnã e o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), o que poderia impulsionar ainda mais o intercâmbio comercial entre as duas nações.
No mesmo dia, o embaixador vietnamita também se reuniu com Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República, para discutir o avanço das relações bilaterais.
Além disso, foi oficializada no Congresso Nacional a criação do grupo parlamentar de amizade entre a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) e o Brasil. Durante o evento, o ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa, destacou a importância estratégica do mercado asiático para o Brasil, especialmente nos setores de agricultura, proteína animal e tecnologia.
Atualmente, os principais produtos exportados pelo Brasil para os países da ASEAN incluem soja, café, carne bovina e frango. No entanto, Costa demonstrou otimismo quanto à ampliação desse comércio para incluir bens manufaturados e serviços no futuro, reforçando a presença brasileira no mercado asiático.